Overdose de Hitchcock!!

Começou esse final de semana a Mostra Hitchcock, no Centro Cultural Banco do Brasil de S. Paulo e do Rio. Mais para frente a mostra também estréia no CineSesc. Em São Paulo, a mostra vai até o dia 24 de julho.

Preciso falar mais? Filmes do mestre baratinho minha gente!! Ainda dá pra aproveitar e passear pelo centro, conhecer o Municipal ou o ed. Martinelli.

Tem muito filme dele passando; os manjados como Psicose, os fodásticos como Festim Diabólico e meu favorito: Janela Indiscreta (com a linda Grace Kelly).

Pra quem curte suspense, ou quer conhecer a filmografia do mestre do suspense um pouco melhor, vale a pena ;) .

Mais informações no site oficial.

Au revoir,

Ju Maffia

Recomendações d’A Moviola

Ok para este fim de semana, são duas recomendações!

1. Tá rolando o Festival Varilux. Corram para os cinemas paulistas para aproveitar uma seleção bem booua de filmes franceses! Quero ver vários, vamos ver se sobra tempo!

Imagem de divulgação - Copyright: Festival Varilux de Cinema

2. Assistam Saturno em Oposição, dir. Ferzan Ozpetek, co-produção entre a italia, a turquia e a frança, que explora a amizade (seus limites e qualidades). O filme foi bem dirigido, sem erros e com uma história legal.

Au revoir,

Ju Maffia

A Marvel se superou com X-Men: First Class

O review do filme, completo (e cheio de spoilers), está no Matraca Cultural. Por aqui só tenho uma coisa a dizer: foi genial!

Mentira tenho mais uma coisa a dizer. Alguém me dá o James McAvoy de presente? Quão surreal é ter uma queda pelo Professor Xavier?!

Au revoir,

Ju Maffia

Alan Rickman se despede de Snape

Ju Maffia

Alan Rickman fez o papel de Severus Snape, personagem dos filmes do Harry Potter, por 10 anos. As chances dele não aguentar mais o mundo de Hogwarts eram grandes, mas Rickman afirmou que sentirá falta do papel e demonstra isso em uma carta aberta que enviou à Empire Magazine.

Com certeza, o personagem que mais sentirei falta é o de Rickman, com sua voz única e sarcasmo aguçado. Severus Snape é um dos melhores personagens que J.K. Rowling criou.

Esta foi a carta publicada pela revista. Feel free to read.

Woody divulga poster e vídeo de Midnight in Paris

Poster e vídeo de Midnight in Paris, novo filme do Woody Allen, foram divulgados na internetzz :)

Fui dar uma fuçada no IMDB e achei curioso a escolha de elenco pra esse filme. Rachel McAdams e Owen Wilson? Não importa, por que eu adoro os dois! Além deles, participam do filme: Kathy Bates, Marion Cotillard, Adrien Brody e Michael Sheen (sem parentesco algum com Charlie Sheen, lembre de Anjos da Noite)

O Woody tem mania de escolher um pessoal que parece não ter muito a ver com seus filmes. Mas até ai Igual a Tudo na Vida, o filme com o Zach Braff e com a Christina Ricci, foi fantástico e quem apostava no ator de American Pie?

Juliana Maffia

De Bogart a Nicholson – Os detetives de filmes noir

Nesses últimos dias resolvi me enfiar de cabeça nos filmes noir e neo-noir mais conhecidos. Bom na verdade fui escolhendo os filmes que tinham detetives, porque esse é o tipo de noir mais divertido, aquele detetive que fala baixinho, fuma um cigarro atrás do outro e trata mal os policiais. O gênero noir não é só feito de detetives fumantes, ainda existem as femme fatales, os ‘tiras’ e as boas moças. Mas sempre prefiro quando o detetivo é a personagem principal.

E por que resolvi ver todos esses filmes? Acho que vale a pena dividir isso com vocês porque é um evento legal… Resolvi participar do Script Frenzy, evento mundial onde você escreve um script (ou peça ou HQ) de 100 páginas em um mês. E nesse ano vou escrever um noir.

Enfim por isso resolvi compilar (palavra chique hahaha) a lista dos meus filmes favoritos de  noir com detetive. Por favor não estranhem a falta de grandes nomes do gênero, como A Marca da Maldade (Orson Welles), Pacto de Sangue (Billy Wilder), M (Fritz Lang), entre outros…

_____________________

1. À Beira do Abismo (The Big Sleep)

Lauren Bacall e Humphrey Bogart

Ok primeira razão pra correr pra locadora mais próxima e alugar À Beira do Abismo? O casal: Humphrey Bogart e Lauren Bacall. Coloque os dois juntos na tela e não tem como o filme não ser sensacional. Segunda razão? O filme tem um dos roteiros mais interessante e difíceis, de acompanhar. Durante todo o filme você questiona os motivos e decisões das personagens, além de nunca saber quem está no lado de quem. Definitivamente um must see do cinema noir! Além de ser meu noir favorito. À Beira do Abismo foi dirigido por Howard Hawks em 1946.

_____________________

2. O Falcão Maltês (Maltese Falcon)

Bogart (de novo) e Mary Astor

A busca por um artefato histórico que pode, ou não, existir. Esse é motivo que leva Humphrey Bogart a se envolver com Brigid. O que é fantástico no filme? Além do Bogart? A personagem de Mary Astor, uma perfeita representação da Femme Fatale. Sua coadjuvante passa o filme inteiro mentindo, Bogart as vezes finge que acredita, as vezes não. Mas ao todo se mostra forte aos encantos da moça e não cai na lábia dela. O Falcão Maltês foi dirigido por John Huston em 1941.

_____________________

3. Chinatown (Chinatown rsrs)

Jack Nicholson e Faye Dunaway

Chinatown é um neo-noir, estonteante. Abusa na violência e falta de moral (mas do que em outros filmes), ultrapassando os limites aos quais estamos acostumados. Por que ele é um neo-noir e não um noir? Porque foi filmado em 1974 e apesar de trazer temas tratados em filmes noir, é um filme bastante violento e pesado. Nele, Jack Nicholson é um detetive particular que, contra sua vontade, acaba se envolvendo numa investigação sobre a distribuição de agua da cidade de Los Angeles, também se metendo no meio de uma briga familiar que dá em morte e… bom não vou contar o final. Polanski não tem nenhum medo de chocar a plateia e para um filme de ’74, Chinatown, com certeza espanta. O filme foi dirigido por Roman Polanski em 1974.

_____________________

E um extra pra vocês, afinal tudo o que apreciamos na infância levamos pra vida.

Uma Cilada para Roger Rabbit (Who Framed Roger Rabbit?)

 

Bob Hoskins e Roger Rabbit

Noir infantil (mas não tão infantil assim) com uma história muito criativa e atores fabulosos, tantos os reais quanto os desenhos. Roger descobre que sua mulher está o traindo com o Sr. Acme (sim, aquele ACME) e no dia seguinte o pobre homem aparece morto. É claro que Roger leva a culpa pelo assassinato e Judge Doom (Christopher Lloyd) quer destruí-lo por isso. Com a ajuda do detetive Eddie Valliant (Bob Hoskins), Roger descobre um plano maluco que envolve rodovias, assassinatos e a destruição de Toon Town. Ponto muito legal do filme: cartoons famosos aparecem bastante. Espere aparições de Mickey, Dumbo, Piu-Piu, Pernalonga, entre outros. Uma Cilada para Roger Rabbit foi dirigido por Robert Zemeckis em 1988.

Juliana Maffia

Projetos do Tim Burton apostam na nostalgia

Acho que essa foto exemplifica quase tudo do que amo nesse diretor! Faltou o Cavaleiro Sem Cabeça :D

Checando a lista de filmes de Tim Burton cheguei a conclusão que o diretor encontrou a segunda parte da sua formula mágica para o sucesso. A primeira sendo, aquele estilo gótico particular dele. E a segunda? A segunda é apostar na nostalgia do seu público. Por que? Porque atualmente ele anda fazendo releituras, remakes e, querendo ou não, o povo gosta. Falo isso porque entre a lista de futuros filmes está a Família Addams e Dark Shadows. Dark Shadows foi uma novela americana, com tema sobrenatural, criada nos anos 60. E Família Addams com certeza não precisa de apresentações certo? Além disso vale lembrar sua versão de Alice, que não foi tão bem aceita pelo público (eu não vi, nem quero ver, portanto nem vou comentar o assunto).

De qualquer forma pra mim tá na hora de Burton deixar hollywood um pouco de lado e tentar voltar as suas raízes. Ok seu estilo foi repetido até exaustão, mas eu sinto falta daquele Tim Burton dos anos 90, meio trash, gótico e sem medo de horrorizar o público. Tenho fé que ele ainda nos entrega outro Beetle Juice, ou Edward, ou mesmo Big Fish (que não é dos meus favoritos, mas é genial mesmo assim).

Ai depois de terminar os últimos dois parágrafos eu dou uma relida na lista de filmes deles, e ok ele nem fez tantos filmes ruins. Depois da Fabrica de Chocolate ele fez Noiva Cadaver, Alice e Sweeney Todd, que eu amo demais apesar da tosqueira generalizada. Mas mesmo assim ele já não é mais o mesmo faz algum tempo. Acho que os filmes atuais dele estão “lapidados” demais, antes ele tinha um tom meio grosseiro, que é muito mais divertido de se ver. Enfim esse é um apelo de uma pobre fã à um grande diretor. Volta Tim, vooolta!

Juliana Maffia

Fuck the Oscars!

Vim me explicar, por que o pessoal me olha esquisito quando falo que não ligo muito pra Oscar. A questão é, não assisto filmes só por que eles foram indicados e então acaba que eu estou torcendo pra um ou outro que nunca ganham. É frustração demais pra uma só pessoa sabe?

Além disso acho meio ridículo o quanto eles se levam a sério na boa o que significa ganhar um Oscar? Uns velhotes gostaram do seu filme, congrats… Brincadeira gente eu entendo que é uma honra bla bla bla e que os filmes concorrendo são realmente muito bem executados. Me divirto muito mais assistindo a tosqueira do MTV Movie Awards, que também se levam a sério mas é tanta bobagem que não tem como não rir.

A premiação no Kodak Theater é linda, não tem como negar, mas foram tantos prêmios dados a filmes que simplesmente não mereciam que eu desisti sabe. Precisava o Titanic ganhar tanto Oscar, por exemplo? E o Avatar? Com o script mas idiota e vazio do século! Esse ano os indicados são todos bacanas, de uma forma ou outra todos são merecedores, mas isso raramente acontece e eu não sou nem um pouco sado masoquista pra ficar torcendo pra um ou outro…

Enfim foi só um desabafo. Não acho a premiação ruim sabe, só não assisto mesmo. E vocês gostam de assistir ao prêmio?  Concordam com as escolhas da academia?

Juliana Maffia

 

Nova animação de Saldanha se passa no Rio

Assisti outro dia os primeiros dois minutos da animação Rio, e me apaixonei. Rio vai contar a história de uma arara azul macho que foi criada nos Estados Unidos ( o.O??) e que não sabe voar. Como ele (aliás ele chama Blu, Saldanha sua criatividade a gente vê por aqui!) vai parar no Rio eu não sei, mas sei que encontra amiguinhos que irão ajuda-lo a aprender a voar. O filme está sendo dirigido por Carlos Saldanha, aquele moço que inventou o Scrat sabe? Gostando ou não das inúmeros filmes de Era do Gelo, vamos combinae que o Saldanha entende de animação, né! Além disso são inúmeras as estrelas hollywoodianas pop que estão no elenco como Jesse Eisenberg, Anne Hathaway, Jamie Foxx e Rodrigo Santoro.

Prova de que o nosso país está cada vez mais em evidência mundo a fora? O fato de uma animação de grande porte se passar aqui, e pelo menos dessa vez o filme não fala sobre turistas americanos que podem ter seus orgãos vendidos no mercado negro! hahahahaha Enfim com certeza o filme vai ser bem feito e com uma história, se não criativa, bem amarrada. E além disso, nada melhor do que ter um brasileiro encarregado de mostrar a nossa cidade mais famosa né.

O que as pessoas andam comentado que me deixaram inquieta? Aah mas como pode os gringos virem aqui fazer um filme sobre a nossa cidade! Gente vale lembrar que a maioria dos grandes clássicos da Disney (Bela e a Fera, Aladin, Rei Leão…) não se passam nos EUA e eu nunca vi ninguém reclamar da Bela não ser uma francesa convincente, ou dos cliches apresentados no Aladin. Pelo menos no quesito técnico esse filme tem tudo pra dar certo. A gente vai ter que sofrer com o sotaque chicano e os cliches pesadérrimos? Sim. Vai valer a pena? Não sei, mas os trailers me fazem acreditar que sim, e muito!

Vamos dar uma chance ao Saldenha? Ele até teve a coragem de gravar um samba em inglês pro trailer e olha que não ficou ruim hein… Esse vídeo mostra dois minutos de filmes e a arara azul pequena (coisa mais linda da vida *__*).

 

P.S. Rio estréia em Abril.

Cisne Negro – Uma jornada à transcendência

Darren Aronofsky sempre foi um diretor que gosta das coisas viscerais. Desde seu primeiro longa-metragem, o impressionante Pi (1998), há um flerte entre uma abordagem realista e intimista sobre os personagens e o surrealismo de seus pensamentos. Tudo para criar algo que reflita exatamente o teor emocional daquelas vidas ali retratadas. Em Cisne Negro não é diferente.

O que é diferente é que o filme tem Natalie Portman no papel principal de Nina, uma bailarina perfeccionista que busca uma oportunidade de mostrar todo seu empenho. Até que é escolhida pelo diretor da companhia (o ótimo Vincent Cassel) para interpretar os dois papéis principais de O Lago dos Cisnes: o Cisne Branco, bom, puro e perfeito, e o Cisne Negro, mal, sedutor e visceral. Sim, VISCERAL. Não poderia ser melhor para um filme de Aronofsky.

O fato é que chega uma nova bailarina, Lily, que pende para “o lado negro da força” (ou Cisne Negro, como preferir) e dá um empurrãozinho na longa jornada de Nina à composição do seu personagem mal. Aliás, uma jornada que passa pelas emoções que criam coisas palpáveis e reais diante de nossa bailarina. É a partir daí que Aronofsky acha sua licença poética para construir suas cenas mais “pesadas” e surrealistas. O outro grande lance de Cisne Negro é que o diretor se aventura pelo suspense e pelo terror psicológico, tudo para sintetizar o que Nina está sentindo à medida que “se deixa levar”, como diz o diretor da companhia de balé.

Como é comum, Aronofsky consegue extrair de seus atores interpretações memoráveis. Mila Kunis prova aqui que não é apenas um rostinho bonito MESMO e empresta toda sua espontaneidade à sua personagem numa performance já premiada. Barbara Hershey, como a mãe controladora de Nina, dá mais medo do que algumas das cenas mais fortes, tamanho é seu controle sobre a filha. Winona Ryder, em sua pequena aparição, também é marcante…

E aí tem a Natalie.

Só pela versão Cisne Branco a atriz já é digna de aplausos (de pé). Sua delicadeza e esforço, não só físico (porque sua preparação foi digna de uma verdadeira bailarina) mas emocional são no mínimo impressionantes. Todas as cenas em que dança, com a câmera a seguindo e dançando junto, sob a paleta de cores sombrias de Matthew Libatique, são lindas e tocantes. Há uma tendência a usar  branco e o preto para simbolizar a dualidade dos cisnes (no começo Nina só veste roupas brancas e, conforme vai mudando, começa a usar cinza, até chegar no preto). A trilha sonora de Clint Mansell emula Tchaikovsky e, como seus trabalhos anteriores, é linda. (E não foi indicada ao Oscar, com a justificativa de que tem muito de Tchaikovsky e menos de Mansell. Aham.)

E finalmente o Cisne Negro. O fim do filme é uma das sequências mais marcantes dos últimos anos. É a prova da transformação final de Nina: é a personificação absoluta. A fisionomia de Natalie Portman nunca foi tão arrebatadora. É como se não fosse aquela moça delicada que todos nós vimos fazendo Amidala em Star Wars. Seu olhar é cortante. Seus movimentos são livres e sedutores. Não tem explicação. E é aí que Cisne Negro chega ao seu ápice para abordar a questão da arte e sua possibilidade de TRANSCENDÊNCIA. Ali não é mais Natalie nem Nina. É a incorporação de uma criação artística. E isso é lindo. LINDO. É tocante a forma como a arte pode levar o artista a patamares nunca antes alcançados. Não deixa de ser um escape; só que é mais que isso. É a síntese do “se deixar levar”. É a síntese de se valorizar com receptáculo de uma nova realidade, uma nova dimensão. Isso é arte. E este filme é um dos exemplares mais brilhantes.

Vitor Gonçalves

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.