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De Bogart a Nicholson – Os detetives de filmes noir

Nesses últimos dias resolvi me enfiar de cabeça nos filmes noir e neo-noir mais conhecidos. Bom na verdade fui escolhendo os filmes que tinham detetives, porque esse é o tipo de noir mais divertido, aquele detetive que fala baixinho, fuma um cigarro atrás do outro e trata mal os policiais. O gênero noir não é só feito de detetives fumantes, ainda existem as femme fatales, os ‘tiras’ e as boas moças. Mas sempre prefiro quando o detetivo é a personagem principal.

E por que resolvi ver todos esses filmes? Acho que vale a pena dividir isso com vocês porque é um evento legal… Resolvi participar do Script Frenzy, evento mundial onde você escreve um script (ou peça ou HQ) de 100 páginas em um mês. E nesse ano vou escrever um noir.

Enfim por isso resolvi compilar (palavra chique hahaha) a lista dos meus filmes favoritos de  noir com detetive. Por favor não estranhem a falta de grandes nomes do gênero, como A Marca da Maldade (Orson Welles), Pacto de Sangue (Billy Wilder), M (Fritz Lang), entre outros…

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1. À Beira do Abismo (The Big Sleep)

Lauren Bacall e Humphrey Bogart

Ok primeira razão pra correr pra locadora mais próxima e alugar À Beira do Abismo? O casal: Humphrey Bogart e Lauren Bacall. Coloque os dois juntos na tela e não tem como o filme não ser sensacional. Segunda razão? O filme tem um dos roteiros mais interessante e difíceis, de acompanhar. Durante todo o filme você questiona os motivos e decisões das personagens, além de nunca saber quem está no lado de quem. Definitivamente um must see do cinema noir! Além de ser meu noir favorito. À Beira do Abismo foi dirigido por Howard Hawks em 1946.

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2. O Falcão Maltês (Maltese Falcon)

Bogart (de novo) e Mary Astor

A busca por um artefato histórico que pode, ou não, existir. Esse é motivo que leva Humphrey Bogart a se envolver com Brigid. O que é fantástico no filme? Além do Bogart? A personagem de Mary Astor, uma perfeita representação da Femme Fatale. Sua coadjuvante passa o filme inteiro mentindo, Bogart as vezes finge que acredita, as vezes não. Mas ao todo se mostra forte aos encantos da moça e não cai na lábia dela. O Falcão Maltês foi dirigido por John Huston em 1941.

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3. Chinatown (Chinatown rsrs)

Jack Nicholson e Faye Dunaway

Chinatown é um neo-noir, estonteante. Abusa na violência e falta de moral (mas do que em outros filmes), ultrapassando os limites aos quais estamos acostumados. Por que ele é um neo-noir e não um noir? Porque foi filmado em 1974 e apesar de trazer temas tratados em filmes noir, é um filme bastante violento e pesado. Nele, Jack Nicholson é um detetive particular que, contra sua vontade, acaba se envolvendo numa investigação sobre a distribuição de agua da cidade de Los Angeles, também se metendo no meio de uma briga familiar que dá em morte e… bom não vou contar o final. Polanski não tem nenhum medo de chocar a plateia e para um filme de ’74, Chinatown, com certeza espanta. O filme foi dirigido por Roman Polanski em 1974.

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E um extra pra vocês, afinal tudo o que apreciamos na infância levamos pra vida.

Uma Cilada para Roger Rabbit (Who Framed Roger Rabbit?)

 

Bob Hoskins e Roger Rabbit

Noir infantil (mas não tão infantil assim) com uma história muito criativa e atores fabulosos, tantos os reais quanto os desenhos. Roger descobre que sua mulher está o traindo com o Sr. Acme (sim, aquele ACME) e no dia seguinte o pobre homem aparece morto. É claro que Roger leva a culpa pelo assassinato e Judge Doom (Christopher Lloyd) quer destruí-lo por isso. Com a ajuda do detetive Eddie Valliant (Bob Hoskins), Roger descobre um plano maluco que envolve rodovias, assassinatos e a destruição de Toon Town. Ponto muito legal do filme: cartoons famosos aparecem bastante. Espere aparições de Mickey, Dumbo, Piu-Piu, Pernalonga, entre outros. Uma Cilada para Roger Rabbit foi dirigido por Robert Zemeckis em 1988.

Juliana Maffia

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